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08 maio, 2010

O isqueiro mata . . . Por Miguel Góis



A pergunta impõe-se: quem tem uma maior esperança média de vida? Um indivíduo que fuma um maço de tabaco por dia, ou um jogador do Benfica que leva com um isqueiro nas Antas? Não sei porquê, mas tenho a sensação de que a medicina dedica muito tempo de pesquisa ao primeiro caso, e continua a desprezar olimpicamente o segundo.

Por outro lado, não compreendo como é que só os maços de tabaco contêm avisos.
Porque não passar a colar nos isqueiros mensagens com, por exemplo, o seguinte teor pedagógico: "Deixar de atirar isqueiros para o relvado reduz o número de escoriações"? Dito isto, se há local em que faz sentido que haja muita gente a deitar isqueiros fora, esse local é as Antas: há lá algumas pessoas que, se dependesse do Ministério Público, estavam hoje num sítio onde é muito complicado arranjar cigarros.

Entretanto, alguns jornais revelaram que, enquanto voavam objetos para o relvado, se jogava uma partida de futebol. Respeitosamente, duvido. Até porque, em vez de futebol, o mais recente FC Porto-Benfica parecia uma prova dos Jogos Sem Fronteiras: a certa altura, o objetivo era ver qual o jogador do Benfica que conseguiria inserir a bola dentro da baliza adversária, tendo para isso que evitar os jogadores do FC Porto que se lançavam ao chão sem que alguém lhes tocasse, e ao mesmo tempo contornar as dezenas de isqueiros, telemóveis e tochas que caíam no relvado. Da próxima vez, desconfio que o Aimar vai entrar no relvado das Antas com um saco de batatas nos pés e a segurar uma colher com um ovo na boca.

No meio de tudo isto, estiveram os heroicos jogadores do Benfica, que foram alvo de projetos diametralmente opostos. De um lado, havia os adeptos do FC Porto, que os queriam pôr negros; do outro, o árbitro da partida, que os queria amarelar. 

In Record

01 maio, 2010

O Miguel Góis não é nada manso como a já famosa tia do Francisco Louçã do BE.... Por Miguel Góis


Manuel Fernandes, não o nego, é um grande sportinguista: e isso nota-se pela forma como defende o FC Porto. Alguns minutos depois de Falcão aplicar de forma intencional um tabefe num jogador do V. Setúbal (a que, em condições normais, corresponderia a amostragem de um cartão vermelho e não de um amarelo), a ex-glória do Sporting declarou aos jornalistas que "o árbitro foi induzido em erro" ao castigar disciplinarmente o colombiano. Esvaziou assim, de forma particularmente cruel, a conferência de imprensa de Jesualdo Ferreira.

18 abril, 2010

Um clube diferente . . . Por Miguel Góis


Uma das virtudes do último dérbi foi ter devolvido alguma justiça à tabela classificativa. É comummente aceite que o facto de este Benfica estar só a 23 pontos do Sporting não espelhava de forma conveniente a diferença entre as duas equipas. Corrigida a injustiça, foi então altura de ver também as diferenças entre os clubes no pós-jogo. Em primeiro lugar, surgiu João Moutinho que, alguns minutos depois de fazer uma entrada por trás sobre Ramires merecedora de cartão vermelho, veio queixar-se do facto de Luisão ter feito uma entrada por trás sobre Liedson merecedora de cartão vermelho, quase tão violenta quanto a entrada por trás de Miguel Veloso sobre Alan Kardec merecedora de cartão vermelho - só não o lesionou, porque felizmente acertou no piton do Bruno Alves que o Kardec tem embutido nas costas, desde a final da Taça da Liga.

25 março, 2010

Aqui há gato….Por Miguel Góis


Em 1995, Eric Cantona pontapeou um espectador e foi suspenso por nove meses. Em 1998, Fernando Mendes agrediu um bombeiro e foi suspenso por três meses. Em 2008, Emmanuel Duah pontapeou a perna de um maqueiro e foi suspenso por dois meses. Note-se que, até agora, as vítimas eram todas elas pessoas que estavam a intervir fortemente no jogo. Em 2009, Hulk agride um steward e é suspenso por três jogos. Logo por sorte, o assistente de recinto desportivo em termos jurídicos não é considerado um "interveniente no jogo". É certo que mencionei o fator sorte. Mas não coloco de parte a hipótese de Hulk, segundos antes de aplicar um pontapé na queixada do steward, ter pedido um parecer jurídico ao prof. Gomes Canotilho. Ainda que bem que existe o Direito: se não, quem é que fazia a distinção entre mandíbulas fraturadas?

18 fevereiro, 2010

Eu defendo...! Por Miguel Góis

Basta de críticas a José Eduardo Bettencourt! Hoje em dia, tudo serve para deitar abaixo o presidente do Sporting. Até se chegou, inclusivamente, a acusá-lo de não ter dito nada depois da goleada que o Sporting sofreu nas Antas, o que não é verdade. Sei de fonte segura que, nessa noite, Bettencourt disse: "Era mais uma caipirinha, se faz favor!"

29 janeiro, 2010

Amiguinhos.....Por Miguel Góis

Antes de mais, peço antecipadamente desculpa pelo tipo de linguagem que utilizarei nesta coluna. É que passei os últimos dias a ouvir as escutas do Apito Dourado no YouTube, e agora estou com alguma dificuldade em, portanto - como dizer? -, coiso e tal sobre o dito cujo, no que diz respeito, claro está, àquela problemática. Como se vê, fiquei viciado. Por um lado, parecem cenas retiradas de um filme de espionagem passado durante a guerra fria, mas se tanto os espiões ingleses como os russos não tivessem conseguido completar a quarta classe. Só por nítida falta de talento dos intervenientes é que se explica, aliás, que o significado do que está a ser dito nas escutas seja muito mais claro do que muitas conferências de imprensa ao longo da história do futebol português. Respeito para Octávio Machado.

22 janeiro, 2010

O líder….Por Miguel Góis


Desde que Pinto da Costa fez aquele discurso inflamado em que dizia que o FC Porto ia continuar "a jogar e a vencer contra tudo e contra todos", a sua equipa jogou três partidas: empatou 0-0 com a Académica, 1-1 com o Paços de Ferreira, e 2-2 com o Belenenses. Não se compreende.


15 janeiro, 2010

Ricas prendas….Por Miguel Góis



Os meus pais sempre me disseram: "Não aceites doces de estranhos." Por isso, aos 11 anos, quando um desconhecido com mau aspecto me ofereceu um bolo para entrar no seu carro, eu entrei logo, mas recusei educadamente a bola de Berlim. Em contrapartida, hoje em dia, compreendo melhor o significado da frase. Se não, vejamos.