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22 maio, 2010

Ergo a minha taça à festa da Taça . . . Por Ricardo Araujo Pereira

Creio que, este ano, a euforia injustificada de pré-época dos benfiquistas encontra justo contraponto na depressão justificada de pós-época dos portistas. Os festejos da vitória na Taça de Portugal foram discretos, como se o facto de o plantel mais caro da história do futebol português ter conseguido bater tangencialmente uma equipa acabadinha de ser despromovida da Liga de Honra à II Divisão não merecesse ser celebrado com estardalhaço. 

Vá lá uma pessoa compreender os humores dos adeptos. Sendo embora um troféu que, não fosse o Diabo tecê-las, Pinto da Costa optou por não prometer a qualquer alma d'aquém ou d'além túmulo, trata-se de uma taça importante. Ainda assim, a esmagadora maioria dos portistas não teve interesse em vitoriar os heróis que tinham acabado de se superiorizar pela margem mínima a Bamba, Lameirão e seus pares. Já vi festas de aniversário com mais convivas do que a festa da Taça. E funerais um pouco mais animados. 
Os balanços de fim de época são sempre inevitavelmente injustos, e temo que todas as apreciações finais da magnífica época do Sporting tenham esquecido um jogador que merece referência, até por ser, creio, aquele que tinha o currículo mais rico do plantel, em termos de conquistas: Angulo. A contratação do jogador insere-se numa bonita tradição sportinguista que deve ser recordada. Angulo é um digno sucessor daquele que foi, para mim, o melhor futebolista de sempre do Sporting, e talvez o que mais títulos conquistou na carreira: Frank Rijkaard, que, como certamente se lembram, brilhou de leão ao peito durante cerca de três horas e meia em 1987. É possível construir um onze de sonho só com profissionais que representaram o Sporting durante menos de uma semana. Rijkaard e Angulo são titulares indiscutíveis, obviamente. Vicente Cantatore teria de ser o treinador. E Sá Pinto o director desportivo.

Rui Moreira, evidentemente melindrado por, como ele próprio diz, eu ousar fazer — imagine-se! — «copy/paste fora de contexto» das suas doutas opiniões, parece estar convencido de que me ofende quando diz que os anúncios do MEO não têm graça. Imagino que os senhores da agência de publicidade, que são quem realmente concebe e redige os anúncios, tenham passado a dormir com mais dificuldade desde que Rui Moreira resolveu presentear os leitores d' A BOLA com as suas pertinentes críticas de publicidade, mas eu não tenho interesse nem mandato para os defender. Por outro lado, devo agradecer as palavras simpáticas que dedicou à rábula em que satirizávamos o discurso repolhudo de Manuel Machado. Se me lembro do sketch, Rui? Claro que lembro. Esse fomos mesmo nós que escrevemos. E não foi difícil: limitámo-nos a fazer copy/paste fora de contexto de umas declarações meio bacocas do antigo treinador do Nacional. É um estratagema humorístico ao qual continuo a recorrer amiúde. Resulta tanto melhor quanto mais bacocas forem as declarações citadas. Este ano tenho tido muita sorte com a colheita, sabe?


A historieta do túnel (…)
Rui Moreira 
8 de Janeiro de 2010


A provocação no túnel (…)
Rui Moreira 
15 de Janeiro de 2010


(…) no escuro do túnel (…)
Rui Moreira 
22 de Janeiro de 2010


(…) em relação ao túnel da Luz (…)
Rui Moreira 
29 de Janeiro de 2010


(…) o campeonato do túnel (…)
Rui Moreira 
5 de Fevereiro de 2010


[/t](…) na escuridão dos túneis (…)
Rui Moreira 
12 de Fevereiro de 2010


(…) o que se passou no túnel (…)
Rui Moreira 
26 de Fevereiro de 2010


(…) o que se passou no túnel da Luz (…)
Rui Moreira 
9 de Abril de 2010


(…) o túnel da Luz (…)
Rui Moreira 
16 de Abril de 2010


(…) na secretaria e nos túneis (…)
Rui Moreira 
23 de Abril de 2010


(…) neste campeonato de túneis (…)
Rui Moreira 
14 de Maio de 2010
 
(…) prefiro escrever crónicas sobre o futebol que se joga no relvado a tratar de obsessões.
Rui Moreira 
14 de Maio de 2010

In ABola

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